Quero viajar. Mas quero viajar pra bem longe, pra conhecer gente e lugares novos, enfim, para me encontrar, ou me perder. Me conhecer ou me redescobrir. Não sei o que quero. Também não sei se é certo fugir ao invés de enfrentar os medos, superar a perda. Mas que é mais fácil, é.
Eu sempre tive preferencia pelos caminhos mais fáceis, mas não tão fáceis, como acabar nas drogas ou algo do tipo. Eu ainda tenho um cérebro. Em curto circuito, mas tenho.
Tem vezes que o chão parece tão frágil, que só de olhar ele se quebrará, e então cairei. Queda livre. Sem fim.
Infelizmente, por enquanto, a roda da vida continua, e eu continuo brincando em meu balanço, até ele ceder.
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