terça-feira, 14 de julho de 2009

Frustração.

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Frustração. É o que eu sinto todos os dias quando acordo às 5:30 para ir ao colégio, sem propósito algum, sem esperanças.
Não sei o que quero para meu futuro, mas sei o que não quero. (Isso é tão Oswald de Andrade.)
Enfim, acordo e vou desmotivada para a escola. Que diabos eu preciso aprender logaritmo? Trigonometria? Epstasia? Botânica? Faça-me o favor, eu não entendo isso, eu não quero isso.
No fundo acho que sei o que eu realmente quero. Quero viver de sonhos, fantasias, doces ilusões. Quero voltar à infância, onde o preto era cinza e o vinho era vermelho.
Não vejo melhor maneira de mostrar essa turbulência em minha mente do que escrevendo tudo o que já sonhei em ser.
Já quis ser modelo, mas não sou magra e nem possuo aquela beleza exótica e única, aliás, não possuo beleza alguma.
Já quis ser atriz, mas se não decoro nem uma fórmula química, quem dirá um script!
Já quis ser cantora, e ainda quero, porém tenho vergonha de sair por aí cantando, canto só para mim. Tenho medo das críticas negativas, e principalmente das positivas, afinal, é capaz de eu me achar o último pedaço de Lindt.
Já quis ser arquiteta, mas meu deus, eu não entendo nada de geometria, muito menos de desenho.
Já quis ser advogada, mas não ligo para o meio-ambiente e nem para a sociedade, ou as pessoas a minha volta, e seria um sacrifício ter que aprender sobre direito ambiental. (Eu sei que tudo na vida exige sacrifícios, mas pra mim isso não funciona, me frustra mais ainda.)
Já quis ser professora de geografia, mas não gosto de geografia, gosto mesmo é de geopolítica.
Já quis ser professora de artes, mas simplesmente não quero mais.
Já quis ser internacionalista, diplomata, mas aí eu teria de aprender ao menos mais alguma língua além do português e inglês, mas já é tarde demais para isso.
Já quis ser jornalista, mas jornalista musical, porém tenho mais uma vez medo das críticas, e também sou péssima em redação. Isso me desmotiva muito. Tudo bem, eu poderia trabalhar em algum jornal como “Destak”.
Já quis ser guitarrista, mas nunca vou chegar aos pés dos grandes mestres. E se é pra ser apenar mais uma, não, não vale a pena.
Já quis ser escritora, ainda quero, porém como eu já havia dito, vou mau em redação, segundo as correções, não tenho criatividade. Sou clichê, viva!
Já quis largar tudo, virar prostituta, striper, atriz pornô, mas me sentiria culpada, eu seria um nada, alguém que vende seu corpo por ganância e algumas vezes fama. E os investimentos dos meus pais em mim? Tudo para nada? Não quero isso.
Já quis ser comissária de bordo, morrer com estilo em um vôo da Air France.
Já quis ser promotora de eventos, mas meu pai me desmotivou dizendo: “Ninguém iria, você não é criativa, mal se expressa.”
No momento minhas dúvidas são entre jornalista, escritora e comissária de bordo. Em todas essas profissões eu seria um zero a esquerda, com um salário deplorável. HAHAHA³.
É frustrante saber que você não tem futuro algum, expectativas zero. Pelo jeito vou viver às custas dos meus pais, escrevendo textos clichês nesse Blog imundo.
Mas tive uma idéia sensacional ontem enquanto refletia sobre frustração. Não vou dizer aqui, não quero ver ninguém rogando praga ou até mesmo zombando.
Espero que dê certo essa minha idéia insana, e ao menos diminua minha frustração, que provavelmente será eterna, um círculo sem fim, como o vazio que o ar me trás todos os dias.

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